Resumo : O artigo propõe um modelo geral do trabalho do decifrador de escritos desaparecidos e línguas esquecidas, a partir da decifração da escrita cuneiforme por Grotefend em 1802 e da decifração do “Linear B” de Creta por Evans, Blegen, Ventris e Chadwick entre 1901 e 1953 assim que do caso de Champollion, cujos procedimentos técnicos e operacionais nunca foram examinados e descritos. O que se examina são os procedimentos operacionais com os quais os decifradores trabalharam, e que a semiótica inferencial de Peirce ajuda de forma fundamental a descrever e compreender. De fato, a técnica de decifração é uma processo artesanal baseado no acaso, na apostas e nas intuições do decifrador, que imagina soluções utilizando o pouco conhecimento certo que tem à sua disposição, guiado no entanto por um vasto conjunto de saberes técnicos e especializados diferenciados.

Abstract : The article proposes a general model of the work of the decipherer of disappeared writings and forgotten languages, starting from the decipherment of the Cuneiform script by Grotefend in 1802 and of the “Linear B” of Crete by Evans, Blegen, Ventris and Chadwick between 1901 and 1953, and then turning to the case of Champollion, whose operational procedures have never been examined and described. What is examined are the procedures with which the decipherer works, which Peirce’s inferential semiotics helps in a fundamental way to describe and understand, since the deciphering technique is an artisanal process based on chance and the intuitions of the decipherer, who invents solutions using the little certain knowledge at his disposal, guided however by a vast set of differentiated technical and specialized knowledge

Riassunto : Nell’articolo viene proposto un modello generale del lavoro del decifratore di scritture scomparse e di lingue dimenticate partendo dai casi della decifrazione della scrittura Cuneiforme a opera di Grotefend nel 1802 e della decifrazione del “Lineare B” di Creta a opera di Evans, Blegen, Ventris e Chadwick tra 1901 e 1953, seguiti dal caso di Champollion, di cui non sono mai state esaminate e descritte le procedure tecniche e operative. Ciò che viene esaminato sono le procedure operative con cui lavora il decifratore, che sono risultate pressochè identiche in questi tre celebri casi e che la semiotica inferenziale di Peirce aiuta in modo fondamentale a descrivere e comprendere. La decifrazione di fatto è un procedimento artigianale basato sull’azzardo e le intuizioni del decifratore, che immagina soluzioni utilizzando le poche conoscenze certe a sua disposizione guidato però da un vasto corredo di saperi tecnici e specializzati differenziati

La natura incerta dei caratteri antichi: l’azzardo inferenziale del decifratore

Roberto Pellerey
2024-01-01

Abstract

Abstract : The article proposes a general model of the work of the decipherer of disappeared writings and forgotten languages, starting from the decipherment of the Cuneiform script by Grotefend in 1802 and of the “Linear B” of Crete by Evans, Blegen, Ventris and Chadwick between 1901 and 1953, and then turning to the case of Champollion, whose operational procedures have never been examined and described. What is examined are the procedures with which the decipherer works, which Peirce’s inferential semiotics helps in a fundamental way to describe and understand, since the deciphering technique is an artisanal process based on chance and the intuitions of the decipherer, who invents solutions using the little certain knowledge at his disposal, guided however by a vast set of differentiated technical and specialized knowledge
2024
Resumo : O artigo propõe um modelo geral do trabalho do decifrador de escritos desaparecidos e línguas esquecidas, a partir da decifração da escrita cuneiforme por Grotefend em 1802 e da decifração do “Linear B” de Creta por Evans, Blegen, Ventris e Chadwick entre 1901 e 1953 assim que do caso de Champollion, cujos procedimentos técnicos e operacionais nunca foram examinados e descritos. O que se examina são os procedimentos operacionais com os quais os decifradores trabalharam, e que a semiótica inferencial de Peirce ajuda de forma fundamental a descrever e compreender. De fato, a técnica de decifração é uma processo artesanal baseado no acaso, na apostas e nas intuições do decifrador, que imagina soluções utilizando o pouco conhecimento certo que tem à sua disposição, guiado no entanto por um vasto conjunto de saberes técnicos e especializados diferenciados.
Riassunto : Nell’articolo viene proposto un modello generale del lavoro del decifratore di scritture scomparse e di lingue dimenticate partendo dai casi della decifrazione della scrittura Cuneiforme a opera di Grotefend nel 1802 e della decifrazione del “Lineare B” di Creta a opera di Evans, Blegen, Ventris e Chadwick tra 1901 e 1953, seguiti dal caso di Champollion, di cui non sono mai state esaminate e descritte le procedure tecniche e operative. Ciò che viene esaminato sono le procedure operative con cui lavora il decifratore, che sono risultate pressochè identiche in questi tre celebri casi e che la semiotica inferenziale di Peirce aiuta in modo fondamentale a descrivere e comprendere. La decifrazione di fatto è un procedimento artigianale basato sull’azzardo e le intuizioni del decifratore, che immagina soluzioni utilizzando le poche conoscenze certe a sua disposizione guidato però da un vasto corredo di saperi tecnici e specializzati differenziati
Résumé : L’article propose un modèle général du travail du déchiffreur d’écritures disparues et de langues oubliées, à partir du déchiffrement de l’écriture Cunéiforme par Grotefend en 1802 et du déchiffrement du Linéaire B crétois par Evans, Blegen, Ventris et Chadwick entre 1901 et 1953, ainsi que du cas antérieur de Champollion, dont les procédures techniques et opérationnelles n’ont jamais été examinées et décrites. Ce qui est examiné, ce sont les procédures avec lesquelles le déchiffreur opère, et que la sémiotique inférentielle de Peirce aide de manière fondamentale à décrire et à comprendre. La technique de déchiffrement consiste en effet en un processus artisanal fondé sur le hasard, le pari et les intuitions du déchiffreur, qui imagine des solutions en utilisant le peu de connaissances certaines dont il dispose, guidé cependant par un vaste ensemble de connaissances techniques et spécialisées.
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Utilizza questo identificativo per citare o creare un link a questo documento: https://hdl.handle.net/11567/1240776
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